29 jan por João Ricardo Correia Tags:, , ,

Rombo da Previdência aumenta para R$ 290 bilhões em 2018

O déficit somado das previdências do setor privado, dos servidores públicos da União e dos militares aumentou 8% e fechou 2018 em R$ 290,297 bilhões, divulgou hoje (29) o Tesouro Nacional. Em valores absolutos, o rombo aumentou R$ 21,5 bilhões, repetindo o recorde da série histórica.

No Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que engloba os trabalhadores do setor privado, o déficit aumentou 7%, de R$ 182,45 bilhões em 2017 para R$ 195,197 bilhões no ano passado. No Regime Próprio de Previdência Social (RPPS), que atende os servidores públicos civis da União, o resultado negativo passou de R$ 45,25 bilhões para R$ 46,4 bilhões na mesma comparação.

No regime dos militares, o déficit aumentou de R$ 37,68 bilhões em 2017 para R$ 43,9 bilhões em 2018. No Fundo Constitucional do Distrito Federal, que complementa o salário de servidores das áreas de saúde, educação e segurança do DF, o resultado negativo subiu de R$ 3,42 bilhões para R$ 4,8 bilhões.

Por Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil / Brasília

3 fev por Marcelo Hollanda Tags:, , , ,

O rombo nas contas públicas vai sobrar pra todo mundo

  CHARGE Com um déficit nas contas correntes de 550 bilhões (11% do PIB) e um gasto só no ano passado de impensáveis 300 bilhões (6% do PIB) está mais do que claro que o ajuste fiscal do governo, a esta altura dos acontecimentos, terá o efeito de um disparo de espingarda calibre 12. Nessa chuva de balas, que não é aquela de Mossoró, vai sobrar pra todo mundo, inclusive para o Rio Grande do Norte, onde os aliados petistas do novo governador prometeram mostrar sua influência junto ao Palácio do Planalto. Num contexto em que o Governo Federal e a máquina estatal são os grandes vilões do equilíbrio fiscal, por encanarem a máquina gastadora mais colossal de que se tem conhecimento, a dificuldade será equilibrar as já frágeis despesas do RN que, embora passem por um enxugamento anunciado, trarão as pressões políticas típicas dessa fase. É apenas o começo da gestão Robinson Faria de quatro anos que prometem deixar branquinha a densa cabeleira do governador, muito bem aparada e penteada. Assumir novas dívidas e prometer um combate duro aos gastos é a promessa clássica de todo o início de administração. Mas é preciso um grau sofisticado de articulação entre as prioridades sob pena deixarem muitos interesses a ver navios. Como não se pode contentar a todos, as escolhas serão inevitáveis  tanto mais aguda  a crise. É aí que o governo estadual terá que mostrar todo o seu talento e poder de convencimento.  A presidente Dilma está colhendo com juros e correção todos os gastos exagerados e mal feitos dos últimos anos, especialmente os de 2014, quando literalmente manipulou até o câmbio e as taxas de juros para conseguir aprovar as contas de um cofre arrombado. Agora, ao mudar todo o discurso irresponsável da campanha, ela deixou como legado imediato uma colheita maldita. Um teste para todos os estados e seus governantes, especialmente aqueles que só começaram a ter uma experiência no Executivo agora.
15 jan por Marcelo Hollanda Tags:, , , ,

O tamanho do rombo e a certeza que ele vai crescer

[caption id="attachment_31603" align="aligncenter" width="394"]ROBINEROSA_RAYNAEMAINARA Rosalba Ciarlini e Robinson Faria (Foto: Rayane Mainara)[/caption]   Só agora, semanas depois da posse, o governador Robinson Faria pôde informar com precisão mais aproximada o tamanho do rombo deixado por Rosalba – R$ 529 milhões – que, somado à resíduos herdados de administrações anteriores, totalizam algo ao redor de R$ 610 milhões. “Algo ao redor” porque ninguém pode assegurar com cem por cento de certeza que as cifras sejam essas mesmas. Agora está explicado porque o ex-chefe da Casa Civil e marido da ex-governadora, Carlos Augusto Rosado, com a inestimável colaboração do ex-secretário do Planejamento, Obery Rodrigues, demorou tanto a entregar o serviço durante o processo de transição iniciado depois das eleições. Ou nem eles sabiam exatamente sobre o tamanho do rombo – o que é muito difícil – ou enrolaram mesmo, ganhando tempo para que Rosalba retornasse à segurança de Mossoró de onde planeja seu retorno triunfante. Já se sabe que por lá, como por aqui também, os políticos são mestres em se reinventar. Diante desse anúncio de Robinson, agravado  por um crescimento calculado na folha de servidores do Estado de R$ 366 milhões, como informa na edição desta quinta-feira a Tribuna do Norte, há aqui um ambiente sombrio de mais endividamento, a se confirmar a captação junto ao Banco do Brasil de mais R$ 850 milhões. Como pouco mais de 50% da arrecadação estadual é oriunda do ICMS (já foi mais), é pouco provável que Robinson conceda, pelo menos por enquanto, mais alguma desoneração que ele até acha correta, como a do querosene de aviação para estimular o turismo. Portanto, o quadro é de completa insolvência a ser agravado  pelo quadro recessivo nacional, patrocinado pelo  efeito Perda Total, duas palavrinhas iniciadas com as letras P e T.
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