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30 jan por João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Liberação de recursos federais alimenta esperança para reaparelhar a Segurança Pública

[caption id="attachment_32005" align="aligncenter" width="2448"]KALINALEITE2 Kalina Leite aceitou a missão de comandar uma das pastas mais complicadas do governo Robinson Faria (Foto: João Ricardo Correia)[/caption] A secretária de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, Kalina Leite Gonçalves, está cheia de boas intenções. Mas antes que digam que "no inferno está cheio de gente assim", ela sabe muito bem o que espera fazer para não permanecer apenas bem intencionada e tentar ajudar a sociedade do Rio Grande do Norte a sentir-se, pelo menos, com maior sensação de segurança. Delegada de carreira, a policial civil Kalina Leite integrou a comissão de transição para preparar a chegada do governador Robinson Faria. É uma profissional respeitada, circula bem entre seus colegas, entre policiais militares, no meio judiciário e político. É uma das aliadas de primeira hora do sucessor de Rosalba Ciarlini. Experiente, Kalina tem noção do tamanho do "abacaxi" que já começou a descascar. Em recente audiência com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, acompanhada de Robinson, ouviu do auxiliar da presidenta Dilma Rousseff que está tudo encaminhado para a liberação de recursos, na ordem de R$ 50 milhões, oriundos de convênios que ficaram engavetados nos últimos tempos e motivaram diversas entrevistas do então secretário Aldair da Rocha, exonerado no começo de 2014, sendo substituído pelo general Eliéser Girão, que só não teve uma passagem totalmente apagada, porque teve um dinheirinho durante o ano, por causa da Copa do Mundo. KALINALEITE3Caso o dinheiro seja liberado, o governo do RN terá como investir no aparelhamento da Segurança. Se não for, diante do rombo deixado pela "Rosa" e alguns dos seus espinhosos secretários, não é preciso ser nenhum gênio para saber que é melhor se preparar para o pior. A bandidagem está aí, ditando regras. Por mais que as polícias prendam, apesar de todas as dificuldades, o sistema carcerário é deprimente e as leis, elaboradas pelos deputados federais e senadores, quando são cumpridas, se revelem recheadas de "brechas" que facilitam a vida dos criminosos. O bandido volta pra ruas, comete crimes, a polícia prende, a justiça solta e o círculo vicioso e vergonhoso persiste. Sobre a tão falada convocação dos 824 candidatos aprovados para concurso de soldado da Polícia Militar, a secretária foi enfática, na entrevista que concedeu a este colunista, há dez dias: "Os 824 PMs será bem-vindos, mas só serão nomeados se for uma determinação judicial, porque o Estado não tem como assumir esse compromisso, que ultrapassará o limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal". Diante o quadro de assassinatos, que aumenta a cada semana, a secretária Kalina Leite considera "preocupante" e analisa que esse tipo de ocorrência seria uma espécie de bola da vez, pois em outras épocas, explica, ocorriam mais roubos de carros, arrombamentos, entre outros. "Os homicídios, muitos deles, têm características de execução, acerto de contas, e estamos identificando as manchas criminais, para atuarmos mais intensamente", explica. Kalina prefere não acreditar na atuação de grupos de extermínios, mas tem informes a respeito deles. "Investigaremos tudo que soubermos, por isso estou trabalhando, desde o começo, incessantemente, para a criação da Divisão de Homicídios, que trabalhará com maior eficiência, ficando especificamente para os casos de assassinatos", disse. A secretária ainda não concluiu a formação da sua equipe de trabalho e acha um exagero precisar andar acompanhada de seguranças. Determinada, resume: "Nunca precisei disso e acho estranho. Ainda não me acostumei". E o quê motivou Kalina Leite a assumir o comando da Sesed? "O governador Robinson Faria disse que a segurança será prioridade", justificou.  
7 jan por João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Ministro Armando Monteiro Neto condena volta da CPMF

ARMANDOMONTEIRONETO1   O retorno da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) seria um retrocesso para a economia, disse hoje (7) o novo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro Neto (FOTO), porque as características do tributo desestimulam a produção e o consumo, e espera que as reivindicações de setores do próprio governo para a recriação do tributo não sigam adiante. “A criação [da CPMF] seria um gravíssimo retrocesso, pelas características do imposto, cumulativo [incide repetidamente a cada etapa da cadeia produtiva] e disfuncional para a economia. Espero que essa questão não prospere”, declarou Monteiro Neto. Para o novo ministro, os pedidos para a recriação do imposto não partem da equipe econômica, mesmo com a necessidade de o governo aumentar as receitas e melhorar as contas públicas. “Essas especulações sempre estiveram mais localizadas no ambiente político do que no ambiente de formulação da política macroeconômica. A CPMF sempre esteve associada ao financiamento da saúde”, declarou. Sobre a necessidade de medidas para melhorar a competitividade em um ano de corte de gastos públicos, Monteiro Neto ressaltou que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior não pretende disputar protagonismo com o Ministério da Fazenda, responsável pelo ajuste fiscal. Segundo ele, progressos podem ser alcançados por meio da melhoria da articulação entre vários setores do governo. “A agenda da competitividade está dispersa em vários segmentos do governo. Há a necessidade de melhorar o modelo de governança dessa agenda. O governo, não apenas o ministério, pode acertar essa coordenação”, declarou. Monteiro defendeu ainda a revitalização do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), órgão criado em 2003 com representantes do governo e da indústria, para melhorar a interação entre o governo e o setor privado. “O conselho foi um espaço importante nos quatro primeiros anos do governo [do ex-presidente] Lula, para formatar uma interface com setor produtivo. Todos os ministros da área econômica sentavam nesse conselho e, às vezes, o presidente da República acompanhava as reuniões. É um conselho pequeno, com foco. Um local importante para fazer a agenda da competitividade avançar dentro do governo”, disse.   Fonte: Agência Brasil
17 nov por João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Lava Jato: “Investigações vão continuar doa a quem doer”

JOSEEDUARDOCARDOZO2 Um dia após a deflagração da sétima fase da Operação Lava Jato, o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo (FOTO) disse no sábado 15), em entrevista na sede da Presidência da República em São Paulo, que a Petrobras “não pode e não vai parar”, apesar do escândalo de corrupção que envolve a empresa. “Se por um lado as investigações tem que prosseguir, de outro lado, a Petrobras não pode parar”, disse o ministro. Ele ressaltou que conversará com a presidenta da empresa, Graça Foster, para que "se tenha clareza" sobre a forma como o governo atuará com relação aos contratos firmados entre a Petrobras e as demais empresas envolvidas na investigação de corrupção. “A Petrobras não parará, continuará atuando e a lei será respeitada. A melhor defesa que precisamos fazer da Petrobras, que é uma empresa vital para o país, é investigar os fatos, apurar as ocorrências e punir pessoas”. José Eduardo Cardozo repeliu qualquer tentativa de exploração política das investigações da Lava JatoElza Fiúza/Agência Brasil Sobre os contratos investigados na Petrobras, Cardozo disse que eles “serão analisados caso a caso para ver que medidas serão tomadas”. Acrescentou, ainda, que “a Petrobras não pode parar mesmo que alguma irregularidade seja constatada em qualquer contrato”. Segundo o ministro “tudo será analisado cuidadosamente”, acrescentou o ministro. Eduardo Cardozo disse que informou a presidenta Dilma Rousseff, que está na Austrália, sobre a operação. “Passei os dados à presidenta Dilma. Ela está ciente das investigações. No momento em que pude ter acesso, por força do sigilo, aos dados, eu repassei a ela e ela transmitiu o que estou dizendo: peça à Polícia Federal que prossiga com firmeza na apuração das irregularidades e que proceda com lisura e imparcialidade nas investigações e zele para que tudo seja esclarecido'”, esclareceu. Cardozo ressaltou que a Polícia Federal está cumprindo o seu papel e que o governo não aceitará, em qualquer momento, “insinuações de que se criaram obstáculos” para a investigação. Ele frisou que o governo federal quer que todos os atos ilícitos sejam apurados e o responsáveis punidos. Sem citar nomes, o ministro criticou parlamentares e partidos que fazem uso político da operação. “Há aqueles que ainda acham que estamos em uma disputa eleitoral, mas, talvez, não tenham percebido que o resultado das urnas já foi dado e que há vencedores”. “Repilo veementemente a tentativa de se politizar essa operação”, reagiu o titular do Ministério da Justiça. Indagado se estava se referindo a algum político em particular, o ministro respondeu que se referia “a qualquer pessoa que esteja tentando transformar isso em palanque, tentando manter o clima eleitoral”. “Talvez Freud [criador da psicanálise] explique”, acrescentou. Cardozo disse que a investigação atinge, também, políticos de partidos de oposição ao governo e que, independentemente do partido, todos serão investigados. “Essa acusação contra políticos sejam da base aliada ou da oposição tem que ser apurada. Se as pessoas estão envolvidas, precisam ser punidas”. De acordo com ele, as investigações da Lava Jato “vão continuar doa a quem doer”, sendo o político do governo ou da oposição. “Tudo precisa ser investigado pouco importando cor político- partidária”, acrescentou. Durante a entrevista, o ministro atualizou as informações sobre a Operação Lava Jato. Segundo ele, 49 mandados de busca e apreensão, determinados pela Justiça, foram executados sem nenhum incidente. Das nove conduções coercitivas determinadas pela Justiça, seis foram cumpridas e outras três estão pendentes de cumprimento. O balanço apresentando informa, ainda, que dos seis mandados de prisão preventiva, quatro foram cumpridos e, dos 19 mandados de prisão temporária, 15 foram executados, ou seja, 19 pessoas ao foram presas durante a operação. “Os que ainda não foram localizados para a execução dos mandados de prisão são foragidos”, disse o ministro. Durante a operação foram bloqueados R$ 720 milhões, proporcional ao valor dos contratos firmados pelas empresas. “Salvo situação de excepcionalidade em três empresas em que, por suas características, tudo foi bloqueado”.     Fonte: Agência Brasil
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