Tag: imprensa

14 abr por João Ricardo Correia Tags:, , ,

TST entende que assessor de imprensa não pode ser enquadrado como jornalista

Assessor de imprensa não é jornalista e, por isso, não tem direito aos benefícios da categoria. Este é o entendimento da 8ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que admitiu o recurso de revista de uma empresa de comunicação de São Paulo para não reconhecer o direito à jornada especial de jornalista a uma assessora de imprensa. O colegiado entendeu que as funções da assessora eram de comunicação corporativa e não se enquadravam como atividade jornalística. 

A assessora disse que trabalhou de maio de 2011 a março de 2015 para a empresa como jornalista profissional diplomada na área de assessoria de imprensa. Afirmou que desempenhava tarefas como redação de textos jornalísticos distribuídos para agências de notícias e para sites corporativos e produção de revistas institucionais e eletrônicas. Por isso, pediu seu enquadramento como jornalista e o reconhecimento do direito à jornada especial de cinco horas, a fim de receber diferenças referentes a horas extras.

Inconstitucional

O juízo da 26ª Vara do Trabalho de São Paulo negou o pedido de enquadramento, mas a sentença foi modificada pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP). Os desembargadores concluíram, com base nos depoimentos, que as atividades da assessora estavam dentro das descritas para a profissão de jornalista.

1 jan por João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Futuro governo Bolsonaro é destaque na imprensa mundial

O futuro governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, é tema hoje (1º) dos principais veículos de imprensa do mundo. Muitos deles comparam o brasileiro ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também destacam as diferenças entre Bolsonaro e os antecessores, assim como os desafios que terá de enfrentar, do combate à violência à corrupção. O jornal norte-americano Washington Post publica uma foto de perfil do presidente eleito com o semblante compenetrado. Na reportagem, associam as semelhantes entre Bolsonaro e Trump e relembram uma antiga frase do presidente eleito: "Trump é um exemplo para mim". O francês Le Monde põem em destaque uma fotografia em que Bolsonaro está com o chapéu que ganhou de cantores sertanejos durante almoço em Brasília. A reportagem, a exemplo do Washington Post, menciona as semelhanças entre Trump e o o presidente eleito. No Le Monde, há menção à análise feita por Steven Bannon, aliado de Trump, que destacou as virtudes de Bolsonaro. A RTP, emissora pública de televisão de Portugal, a foto de destaque é uma imagem do Congresso Nacional. O título resume: “Bolsonaro toma posse. Nova era no Brasil”. Também cita que os brasileiros clamam por mais segurança e que as dificuldades econômicas imperam. Destaca a presença do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, na cerimônia. Na Tass, agência estatal de notícias da Rússia, o destaque é para a comitiva russa que representará o presidente Vladimir Putin. O presidente da Duma (Câmara dos Deputados da Rússia), Vyacheslav Volodin, estará na cerimônia de posse com um grupo de parlamentares. O ABC Color, um dos principais jornais do Paraguai, ressalta que o presidente paraguaio, Abdo Benítez, pegará uma carona no avião do presidente do Chile, Sebastián Piñera, na viagem até Brasília. Ambos aproveitarão o tempo para realizar a primeira reunião bilateral. O argentino La Nación traz uma fotografia de Bolsonaro sorrindo e fazendo o sinal de positivo. A reportagem informa que Brasil, México e Estados Unidos os “três gigantes americanos” estarão governados por líderes que “abraçam o nacionalismo”. O texto menciona um “triunvirato”. Por Agência Brasil / Brasília
24 out por João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Liberdade de imprensa: jornal não deve indenizar por publicar foto de cadáver em reportagem

[caption id="attachment_54716" align="aligncenter" width="672"] Cármen Lúcia entendeu que a decisão do TJ-SP censurou a atuação da imprensa[/caption] Não cabe ao juiz substituir o jornalista e decidir se a publicação de uma foto em reportagem é necessária ou não. Esse foi o entendimento que prevaleceu na 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal ao negar pedido de indenização contra um jornal pelo uso da fotografia de um cadáver. O caso chegou ao Supremo após o Tribunal de Justiça de São Paulo condenar o jornal Folha de S.Paulo a pagar R$ 60 mil de indenização a familiares de vítima de assassinato. O homem foi atingido dentro de seu carro, quando voltava de viagem de negócios, numa troca de tiros na rodovia Anhanguera, durante assalto a carros fortes, e uma foto sua dentro do carro foi publicada no jornal, segundo a família, “sem os cuidados necessários de preservar a imagem do morto”. Ao fixar a condenação, o TJ-SP entendeu que o direito fundamental à liberdade de informação não isenta a responsabilidade civil de órgãos de imprensa. Segundo o tribunal estadual, “era desnecessária a publicação da foto do rosto desfigurado do falecido, sem o cuidado de sombrear a imagem” — tanto que outros jornais divulgaram a notícia sem a publicação de imagens.
5 nov por João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Jornalista é processado por informar supersalário de servidor municipal

real Por ter publicado o valor do salário de um servidor público que atua como contador na Câmara Municipal de Corumbá (MS), Erik Silva, editor-chefe do site Folha MS, está sendo processado por calúnia, injúria e difamação. O jornalista nada mais fez que colher e interpretar dados que estavam disponíveis no Portal da Transparência. Assim, constatou que o profissional lotado no órgão Legislativo recebeu, em março, vencimentos de mais de R$ 45 mil — acima do teto permitido por lei, de R$ 33,7 mil, correspondente ao salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal. A ação que tramita na vara criminal foi impetrada quatro dias depois de o texto produzido por Silva ir ao ar, no dia 21 de abril. Um detalhe chama a atenção: o nome do servidor, Júlio Cesar Bravo, não chegou a ser mencionado no texto. O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul abriu inquérito para apurar possíveis irregularidades no Legislativo de Corumbá. A reportagem foi publicada sem o posicionamento do servidor e do presidente da Câmara Municipal, vereador José Tadeu Vieira (PDT), mas o jornalista enfatiza que retornou os contatos com os dois depois de ter divulgado o conteúdo.
19 set por João Ricardo Correia Tags:, , , , , , ,

“Cada um no seu quadrado”, diz Ayres Britto sobre denúncia do MPF contra Lula

ayres_de_brito O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ayres Britto, manifestou hoje (19) sua opinião sobre a denúncia apresentada, na semana passada, pelo Ministério Público Federal (MPF), no Paraná, contra o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Britto foi questionado por jornalistas sobre como via as acusações de que a denúncia do MPF não trazia provas contra Lula e de que foi feita de forma espetacular. “Eu não sei se tem provas, não quero entrar nisso, mas acho que cada qual no seu quadrado normativo. A polícia abre inquérito, investiga, acolhe provas, faz diligências, pericia as coisas e conclui com relatório. E encaminha para Ministério Público e tira o time de campo. O Ministério Público entra em campo para apreciar os fundamentos do relatório policial e, se se convencer de que há material suficiente no plano factual e humano para o oferecimento de denúncia, faz a sua denúncia formalmente. E tira o time de campo. Aí entra em cena o Poder Judiciário. Se entender que a denúncia do Ministério Público é suficientemente robusta, aceita. Senão, rejeita”, disse em entrevista após participar de um evento sobre parlamentarismo, na capital paulista.
30 ago por João Ricardo Correia Tags:, , , , , ,

Imprensa dos Estados Unidos destaca acusação de golpe feita por Dilma no Senado

DILMA9 A  imprensa norte-americana destacou o discurso feito pela presidenta afastada Dilma Rousseff no Senado brasileiro. O The Wall Street Journal informou que Dilma disse, em discurso de 45 minutos, que as acusações que lhe são impostas são na verdade “uma desculpa para permitir um golpe de estado e que seus inimigos querem reverter o resultado eleitoral de 2014". Dilma disse que “o que está em risco agora são as conquistas dos últimos 13 anos” de sua administração e a de seu mentor e antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. Ela falou também falou dos avanços feitos pelo governo em favor dos cidadãos mais pobres do país e sua classe média. “O que está em risco é o futuro do país, a oportunidade e a esperança de avançar ainda mais”, acrescentou Dilma. O jornal britânico The Guardian, em sua edição americana, ressaltou que Dilma Rousseff decidiu fazer sua própria defesa contra acusações de que manipulou as leis orçamentárias. “Em quase 70 anos de idade, não vai ser agora, depois de me tornar mãe e avó, que vou abandonar os princípios que sempre me guiaram”, disse em seu depoimento.
27 jul por João Ricardo Correia Tags:, , , , , , ,

Eleições 2016: máquina fotográfica e celular são proibidos na cabina de votação

URNAA cabina de votação é o local reservado da seção eleitoral em que o eleitor pode expressar, com total sigilo, tranquilidade e plena certeza de inviolabilidade, seu voto na urna eletrônica. Assim, quando se dirigir à cabina de votação, o eleitor deve estar atento e respeitar as proibições impostas pela legislação eleitoral para que tudo corra bem no momento do voto, e ele não venha a incorrer em eventual falta. No dia da votação, é permitida a manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor por partido político, coligação ou candidato, revelada exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos e adesivos.
2 out por João Ricardo Correia Tags:, , , , , ,

Justiça proíbe polícia de apresentar preso provisório à imprensa

[caption id="attachment_39589" align="aligncenter" width="500"]PRESO2_DOLLAR-PHOTO-CLUB Imagem: Dollar Photo Club[/caption] Pessoas presas provisoriamente não poderão mais ser submetidas à tradicional sessão de apresentação à imprensa — a não ser que haja uma justificativa. Foi o que decidiu o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, ao julgar um pedido do governo estadual para suspender a liminar que proibiu a polícia de continuar com a exposição. A liminar contestada pelo Executivo foi concedida em 2013, pela 1ª Vara da Fazenda Pública do Rio, e atende a um pedido da Defensoria Pública daquele estado, feito em uma ação civil pública para pôr fim a exposição de quem aguarda julgamento nas unidades prisionais. A decisão proibiu apenas a veiculação de imagens dos suspeitos — continuaram liberadas a divulgação dos nomes, da descrição dos atributos físicos e dos fatos imputados. O governo recorreu da decisão, mas a 3ª Câmara Cível do TJ-RJ manteve a cautelar ao analisar o caso em junho deste ano. Inconformado, o Estado ingressou com uma ação de suspensão de execução da decisão, endereçada ao presidente do tribunal. O Executivo alegou que a liminar causa dano à ordem pública, pois “sua excessiva abrangência pode importar restrições à liberdade de imprensa, violando uma das principais garantias fundamentais insculpidas na Constituição de 1988, ao espraiar sua incidência sobre o acompanhamento das operações policiais pelos meios de comunicação de massa”. Segundo o Executivo, a decisão “compromete o efeito pedagógico da divulgação das ações policiais sobre a criminalidade” e traz “indiscutível prejuízo ao esforço de formação da opinião pública sobre a eficiência dos órgãos de segurança pública e de dissuasão da prática criminosa na sociedade”. No entanto, o presidente do TJ-RJ não acolheu os argumentos. Na avaliação dele, “a pretensão ficou restrita ao mero campo das alegações e probabilidades, o que não justifica a concessão da medida de exceção”. “O Estado não carreou aos autos elementos de convicção suficientes a demonstrar que a execução das medidas será capaz de comprometer a ordem, a saúde, a segurança e a economia públicas”, afirmou o desembargador. Carvalho disse que a decisão questionada não proibiu a divulgação do preso provisório, que continuou permitida desde que o Estado motive previamente as razões para a exibição de foto ou imagem, em consonância com o disposto no artigo 20, do Código Civil. Esse dispositivo admite a exposição ou a utilização da imagem de alguém, mesmo sem autorização, se a medida for necessária à administração da Justiça ou à manutenção da ordem pública. Carvalho também não aceitou o argumento de que a liminar atrapalha o trabalho da imprensa. “Assinale-se que a decisão em análise é dirigida aos agentes públicos — delegados de polícia, policiais militares, agentes da Seap — e não atinge as atividades desempenhadas pelos meios de comunicação, o que decorre não somente do teor do decisum, mas também do fato de que este somente pode produzir efeitos em relação àqueles que integram o polo passivo da relação processual”, destacou. Para o defensor público Daniel Lozoya, do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria do Rio, que moveu a ação civil pública, a decisão coíbe uma prática ilegal. “A exibição de detidos à imprensa, pela Polícia, é uma prática ilegal porque submete a pessoa à vexame e constrangimento não autorizados em lei. Isso se constitui abuso de autoridade, pois expõe a pessoa a um sensacionalismo do qual o Estado tem o dever de proteger”, afirmou. Segundo o defensor, a medida não vai atrapalhar as ações de segurança pública. “Não há nenhum prejuízo à segurança pública. Se for verificada a necessidade da divulgação da imagem da pessoa presa — que não deve ser de forma vexatória, como ocorre comumente — isso poderá ser feito desde que fundamentada previamente as razões que justificam a restrição do direito à imagem da pessoa.  É preciso ter consciência de que a pessoa não perde todos os seus direitos quando é presa", destacou.   Fonte: Consultor Jurídico
27 abr por João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Lava Jato e PEC 412: PF emite nota e anuncia manifestações no RN

PF1 Na próxima quarta-feira, dia 29 de abril, às 11h30, em Natal e Mossoró, simultaneamente, os Agentes da Polícia Federal estarão fazendo uma manifestação em frente a Superintendência da PF, em Natal, e em frente a Delegacia da PF em Mossoró, tendo como pauta a PEC 412 e o sentimento de repúdio que esclarece através da nota abaixo: NOTA DE ESCLARECIMENTO A IMPRENSA Em virtude das diversas matérias publicadas na imprensa nacional envolvendo um possível favorecimento a políticos investigados na Operação Lava Jato em troca da aprovação de projetos de lei que beneficiariam integrantes da Polícia Federal, o Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal do Rio Grande do Norte vem a público esclarecer que: 1 – No período das eleições presidenciais do ano passado, foi veiculada matéria no jornal Folha de São Paulo em que o Deputado Federal, e também Delegado de Polícia Federal, Fernando Francischini teria afirmado que “O governo teve que editar uma MP (medida provisória) ontem à noite porque sabia que hoje ia ser uma pancadaria. Botamos o governo de joelho”. Tal afirmação se refere à edição da medida provisória n.º 657/2014. 2 – A Medida provisória n.º 657/2014, aprovada em tempo recorde na véspera da última eleição presidencial, beneficia única e exclusivamente os delegados da polícia federal. 3 – Todos os demais cargos da carreira policial federal (Agentes, Escrivães, Papiloscopistas e Peritos) se manifestaram contra a aprovação da referida medida provisória. 4 – O delegado de polícia federal Marcos Leôncio, citado na coluna Radar da revista Veja, por ter, segundo a publicação, procurado políticos investigados na Operação Lava Jato para dizer que os delegados eram contrários a abertura de inquéritos para investigar vários parlamentares citados na Operação Lava Jato, é presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal – ADPF, que representa única e exclusivamente os delegados da polícia federal. 5 – O Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal do Rio Grande do Norte se posiciona a favor do Ministério Público Federal no pedido de interrupção das oitivas dos investigados da Operação Lava Jato realizada única e exclusivamente pelos delegados de polícia federal, por entender que a relação no mínimo indesejada de alguns delegados com parlamentares investigados pode comprometer a lisura dos trabalhos investigativos  . 6 – A proposta de emenda constitucional n.º 412/2009 - PEC 412, intitulada pelos delegados da polícia federal “PEC da Autonomia” é defendida somente pelos delegados, sendo os demais integrantes da carreira policial federal contrários a medida oportunista defendida pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal – ADPF . 7 – A autonomia defendida pelos delegados da polícia federal é algo inédito no mundo, impossibilita o controle externo exercido pelo Ministério Público e transforma a polícia federal em braço armado autônomo do Estado, algo imaginável em um país democrático. Somente a título de comparação, FBI, Scotland Yard, DEA, entre outras policias conhecidas no mundo, não possuem a autonomia defendida pelos delegados de polícia federal. 8 – Os demais integrantes da carreira policial federal repudiam o uso político das investigações  realizadas pela Polícia Federal e esperam uma apuração rigorosa por parte do Ministério Público acerca das denúncias apresentadas na reportagem intitulada “Delegados negociam com Dilma (desde as eleições) silêncio sobre a Lava Jato: em troca de superpoderes”  . 9 – E, por derradeiro, as notícias publicadas recentemente sobre uma crise entre Policiais Federais e o Ministério Público Federal  não condizem com a realidade. A crise em questão é entre os delegados da polícia federal e o Ministério Público Federal, sendo que os demais integrantes da carreira polícia federal apoiam a intervenção do Ministério Público por dar mais transparência ao andamento da investigação. Natal, 27 de abril de 2015. Sindicato dos Servidores do Departamento de Polícia Federal do Rio Grande do Norte.   Fonte: G7 Comunicação
29 mar por João Ricardo Correia Tags:, , , , , ,

O PT e a imprensa ‘simpática’

PT1 É sabido que a proposta do PT para “regulamentar a mídia” nada mais é do que a intenção de submeter a imprensa ao governo petista e ao próprio partido. Os petistas douram a pílula para convencer a opinião pública de que não se trata de uma forma de censura e, eventualmente, podem confundir os incautos. No entanto, quem ainda tiver alguma dúvida sobre qual é realmente o espírito que preside esse projeto do partido basta prestar atenção ao que disse o presidente da agremiação, Rui Falcão, em recente reunião com parlamentares do PT na Câmara: o caminho, sugeriu ele, é asfixiar os veículos de comunicação que ousarem portar-se com independência e espírito crítico em relação ao governo petista. Segundo relatos de participantes do encontro, Falcão defendeu que o governo corte a verba de publicidade destinada a veículos de comunicação que, no seu entender, “apoiaram” e “convocaram” as manifestações populares do último dia 15. Para o presidente do PT, é necessária “uma nova política de anúncios para os veículos da grande mídia”. Pode-se depreender que essa “nova política” seja, simplesmente, colocar anúncios do governo somente em jornais e emissoras de TV que sejam camaradas. Para demonstrar a urgência de uma nova política de distribuição das verbas publicitárias, Falcão argumentou que o clima beligerante contra Dilma e o PT levou até mesmo a TV Record, segundo ele um veículo “simpático” ao governo, a participar da suposta mobilização nacional por parte da imprensa para incitar os protestos de rua – mas isso, disse Falcão, ocorreu somente em razão da “briga por audiência”. O importante a se observar é que, ao mencionar a suposta existência de veículos “simpáticos”, Falcão demarca o território em que o PT julga disputar a guerra da comunicação: há os amigos e os inimigos. Aos primeiros, tudo; aos segundos, a danação. Falcão sugeriu que a estratégia usada até agora para enfrentar o que julga ser uma campanha orquestrada pela grande imprensa para desacreditar o partido e o governo não tem dado resultado. “Não se enganem. O monopólio da mídia não será quebrado apenas nas redes sociais. Isso é uma ilusão”, disse o presidente petista, referindo-se à comunidade de blogueiros e ativistas digitais montada para defender o PT e agredir sistematicamente a imprensa livre. RECEITA SIMPLES Por um momento, os estrategistas do partido julgaram que a guerra da comunicação seria ganha no ambiente virtual. No entanto, como reconheceu um documento da Secretaria de Comunicação Social que criticou a política oficial de comunicação, “o governo e o PT passaram a só falar para si mesmos”. Mas o PT não perdeu espaço apenas nas redes sociais; parece ter perdido também as ruas, lugar onde reinava. Isso explica a aflição de Falcão e de seus companheiros. Como sempre acontece com aqueles que interpretam o mundo exclusivamente por meio da ideologia, e não da razão, os petistas atribuem esses reveses não aos erros que o partido e a presidente Dilma Rousseff cometeram, mas a uma grande conspiração das “elites” para derrubar o “governo popular”. Em flagrante estado de negação, Falcão atribuiu o enorme sucesso das manifestações do dia 15 “exclusivamente” ao suposto trabalho da “grande mídia” – responsável, segundo ele, por tirar as pessoas de casa e por inflar o número de participantes. Com isso, o presidente do PT, bem como a maioria de seus pares, parece ter se convencido de que nada há de errado no País, que tudo vai às mil maravilhas e que, se não fosse a imprensa “golpista” a conclamar os brasileiros a se manifestar, a população não teria ido às ruas. A receita petista para resolver esse problema é simples: tratar as verbas de publicidade do governo como se fossem do PT. O princípio da impessoalidade, que deve nortear qualquer administração pública – e está explicitamente inscrito na Constituição –, é estranho a um partido que se acredita proprietário do poder. Por enquanto, Dilma tem resistido aos insistentes apelos do PT para que submeta a imprensa aos desígnios autoritários do partido. Espera-se que seu enfraquecimento político não a faça capitular.     Por ‘OESP’ em 24/03/2015 Editorial reproduzido do Estado de S.Paulo, 23/3/2015; intertítulo do OI Fonte: www.observatoriodaimprensa.com.br    
19 fev por Marcelo Hollanda Tags:, , , , ,

O Rio Grande do Norte e a crise nacional é uma questão a aprofundar

RNBANDEIRA   Com o agravamento da crise econômica e a crise aguda na Petrobras, a situação do Rio Grande do Norte é um problema que a mídia local evita aprofundar como se temesse a gravidade das respostas. A rigor, as reportagens apenas arranham a questão e é possível apenas sentir a situação a partir de fragmentos e não pelo todo. Sabe-se que há muitas demissões nas áreas produtoras de petróleo e que o comércio varejista oferece sérios indicadores que o facão cairá furiosamente sobre o emprego no setor que mais emprega mão de obra. Para um estado essencialmente comprador, mas que tem um pequeno forte nas exportações, a valorização do dólar é um alento, mas que beneficia os mesmos setores que são castigados pela oferta hídrica, como a fruticultura e a carcinicultura. Dentro desse contexto, aliás, a apreensão é grande e não depende  apenas da boa vontade do poder estadual, já que o buraco é mais embaixo ou mais em cima, afinal bateu lá em Brasília como resultado da lambança do governo Dilma na economia. Desta maneira pode-se até imaginar como o presidente da Fiern, Amaro Sales, deve estar se sentindo depois de aplicar tantos esforços para produzir um documento com o apresentado por sua Federação no ano passado, mapeando cada setor da economia, projetando soluções para os próximos anos. Para quê?
4 fev por João Ricardo Correia Tags:, , ,

Assessor da Sesed é exonerado e informações chegam sem assinatura

  GERALDOMIRANDA O jornalista Geraldo Gabi de Miranda Júnior (FOTO)  foi exonerado da chefia da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social  do RN (Sesed), embora seu nome ainda conste no portal do Governo do Estado, como assessor. Para seu lugar, aparentemente, ainda não foi nomeado ninguém, pois os releases enviados pelo órgão trazem apenas o número de um celular, sem o nome do responsável pelo texto. A quem caberá levar aos colegas da imprensa as notícias de interesse da Sesed???
15 jan por João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Melhor parlamentar: uma eleição sem futuro para o povo

VOTACAO1   Quem é o melhor professor do Rio Grande do Norte? Quem é o melhor gari do Rio Grande do Norte? E o melhor policial civil? O melhor PM? O melhor advogado? O melhor médico? O melhor enfermeiro? Não existe o menor interesse de apresentar destaque nessas e outras áreas de atividades profissionais. Mas, anualmente, desde 1972, jornalistas escolhem o Parlamentar do Ano, ou seja, aquele que, na visão do grupo de comunicadores que cobrem as atividades na Assembleia Legislativa, foi o melhor. Em 2014, por ser o último ano da legislatura, ainda foi eleito o Parlamentar da Legislatura, título concedido justamente ao presidente da Casa, Ricardo Motta. Kelps Lima foi o parlamentar do ano. Os escolhidos, independentemente de quem sejam ou a quais partidos pertençam, foram melhores em quê?! E o restante dos nobres representantes do povo potiguar são, consequentemente, os piores? Ou "menos competentes"? Qual o motivo de precisar ressaltar o trabalho de deputados?! O que eles fazem é obrigação. Estão lá porque foram votados. Quer homenagem maior que essa?! Está bom demais. Chega de puxasaquismo! Como jornalista – e respeitando a decisão dos colegas que participam da escolha – considero totalmente desnecessária a premiação. O que rende de frutos à sociedade mais essa eleição? O que resulta de interessante ao Estado? Ocupar espaço na mídia para ressaltar essas ações parlamentares interessa a quem? O que o povo ganha com isso? É mais uma sacanagem com o cidadão que precisa de um aparelho governamental em funcionamento e que, muitas vezes, caminha lentamente exatamente pela inércia de alguns deputados, que mal sabem falar, que assassinam a língua portuguesa em seus pronunciamentos, que são especialistas em obter votos, nada mais. Os deputados trabalham no maior conforto, em ambientes com ar-condicionado, cafezinho a toda hora, suquinho, cercados de assessores, recebem salários mensais que ultrapassam os 25 mil reais, usufruem de regalias, são paparicados e ainda precisam que a imprensa eleja os melhores?! É muita necessidade de massagear o ego desses senhores e senhoras. Segundo informações da Assessoria de Comunicação da Assembleia Legislativa do RN, a eleição acontece desde 1972, quando o primeiro eleito pelos jornalistas foi o ex-deputado Roberto Furtado. Não seria mais interessante apontar o deputado mais faltoso? O que apresentou menos projetos? O que menos falou no plenário? Será que, agindo assim, os jornalistas não estariam prestando um serviço mais importante à sociedade que consome as notícias que produzem?
31 jan por Henrique Goes Tags:, , ,

BRASIL DESPENCA NO RANKING DA LIBERDADE DE IMPRENSA

O Brasil não vai bem das pernas também quando o assunto é liberdade de imprensa. De acordo com o ranking mundial de liberdade de imprensa publicado pela ONG Repórteres sem Fronteira, o Brasil perdeu nove posições, passando do 99º lugar para o 108º, numa relação de 179 países. Já em 2012, o país havia despencado 41 posições em relação ao ano anterior. Na América do Sul, o Uruguai é o país em melhor situação, no 27º lugar. [caption id="attachment_2507" align="aligncenter" width="448"]imprensa Imagem de internet[/caption] Para fundamentar essa classificação, são analisadas variáveis como o grau de violência contra jornalistas até a legislação do setor. Em vistas disso, a queda de posições no ranking foi promovida pela morte de cinco jornalistas brasileiros registradas em 2012 - o maior número em mais de uma década – e pelos problemas persistentes de pluralismo da mídia nacional. ''Fortemente dependente de autoridades políticas no nível estadual, a mídia regional está exposta a ataques, violência física contra seus profissionais e censura provocada por ordens judiciais, que também atingem a blogosfera'', descreve o relatório sobre o Brasil, de acordo a agência de notícias BBC Brasil. Os problemas, segundo o documento, ''foram exacerbados por atos de violência durante a campanha municipal de outubro de 2012''. Na classificação, o Brasil ficou atrás do Suriname (31º), dos Estados Unidos (32º), de El Salvador (38º), de Trinidad e Tobago (44º), Haiti (49º), da Argentina (54º), do Chile (60º), da Nicarágua (78º), da República Dominicana (80º), do Paraguai (90º), da Guatemala (95º) e do Peru (105º). E ficou à frente da Bolívia (109º), da Venezuela (117º) e do Equador (119º).   OS MAIS E OS MENOS A Finlândia, Holanda e Noruega que já lideravam o ranking de 2012 dos três países que mais respeitam a liberdade de imprensa no mundo, mantiveram suas posições em 2013. Turcomenistão, Coreia do Norte e Eritreia também mantêm as mesmas colocações, como as nações que menos respeitam a liberdade de imprensa no mundo. Com informações da Agência Brasil e BBC Brasil
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