5 set por João Ricardo Correia Tags:, , ,

Atriz Beatriz Segall morre aos 92 anos

A atriz Beatriz Segall morreu hoje, 5, aos 92 anos, confirmou a assessoria de imprensa do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde estava internada. Segundo a família, a atriz estava internada desde o dia 16 de agosto com quadro de problemas respiratórios e faleceu por volta das 12h. O velório terá início às 19h, no próprio hospital, e se estenderá até a tarde de amanhã, 6, quando será realizada a cerimônia de cremação do corpo da atriz. Beatriz Segall nasceu no Rio de Janeiro, em 25 de julho de 1926. Começou a carreira com um curso no Serviço Nacional de Teatro. Na década de 1950 foi estudar teatro e literatura na França. Por lá, conheceu o futuro marido Maurício Segall, filho do pintor Lasar Segall. De volta ao Brasil, Beatriz se afastou dos palcos, se dedicando à família e aos três filhos por cerca de 10 anos. Em 1964, foi convidada pelo diretor José Martinez Corrêa para substituir a atriz Henriette Morineau em uma peça do Teatro Oficina. Aceitou e retomou a carreira artística.
5 dez por João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Atriz Marília Pêra morre aos 72 anos no Rio de Janeiro

MARILIAPERA1 A atriz Marilia Pêra, de 72 anos, morreu às 6h da manhã de hoje (5), em sua residência, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada, mas há cerca de um ano ela estava afastada do trabalho por problemas de saúde. Uma das mais completas atrizes do Brasil, Marília Pêra teve intensa atuação no teatro, televisão e cinema e também era cantora, bailarina, coreógrafa, produtora e diretora de espetáculos teatrais e musicais. A atriz nasceu no Rio em 22 de janeiro de 1943 e era filha de um casal de atores, Manuel Pêra e Dinorah Marzullo. Aos quatro anos de idade, ela já pisava no palco, levada pelos pais, que faziam parte do elenco da companhia de Henriette Morineau. Na adolescência, passou a atuar como bailarina e intérprete em musicais como Minha Querida Lady, estrelado por Bibi Ferreira. Nas primeiras décadas da carreira, entre seus inúmeros sucessos teatrais, destacam-se a peça Fala baixo senão eu grito (1969), de Leilah Assumpção, pela qual Marilia recebeu os prêmios Moliére e da Associação Paulista de Críticos de Arte, e os musicais O teu cabelo não nega (1963) e A pequena notável (1966), nos quais interpretou Carmen Miranda. Ainda nos anos 60, chegou a ser presa durante uma apresentação do musical Roda Viva (1968), de Chico Buarque, considerado de contestação à ditadura militar. Na televisão, atuou em novelas desde os tempos da extinta TV Tupi (Beto Rockfeller) e depois na TV Globo, em sucessos como Uma Rosa com Amor, Malu Mulher, Brega & Chique, Primo Basílio, Rainha da Sucata, Meu Bem Querer e a série Os Maias. Sua última aparição foi no seriado Pé na Cova, lançado em 2013. No cinema, foi brilhante sua atuação no papel de uma prostituta no filme Pixote, a lei do mais fraco, de Hector Babenco (1980). Também foram marcantes em sua carreira os filmes Tieta do Agreste, de Cacá Diegues; Central do Brasil, de Walter Salles, e Bar Esperança, de Hugo Carvana. A carreira de Marília Pêra soma números impressionantes. No teatro, como atriz e diretora, ela atuou em 55 peças. No cinema, foram 27 filmes e na televisão 26 participações em novelas e seriados. Marília coleciona um total de 37 prêmios de melhor atriz, entre 1969 e 2009. Por meio do seu perfil no Twitter, a presidenta Dilma Rousseff expressou pesar pelo falecimento da atriz Marília Pêra. “Uma das artistas mais talentosas do País, que dedicou sua vida à arte”, disse a presidenta. De acordo com a presidenta, a atriz sempre encantou os brasileiros com sua arte na televisão, no cinema e no teatro, quer fosse interpretando, cantando, dançando, dirigindo ou produzindo. A presidenta Dilma também expressou seus sentimentos aos amigos, aos familiares e ao Brasil pela perda. Fonte: Agência Brasil
29 out por João Ricardo Correia Tags:, , , ,

STJ nega à atriz Deborah Secco pedido de danos morais contra Editora Abril

DEBORAHSECCO_BOBWELFENSON   A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou pedido formulado pela atriz Deborah Secco para que a Editora Abril a indenizasse pela publicação de fotos extras na revista Playboy, em 2002. A atriz ajuizou ação de danos morais e materiais contra a empresa, por conta de suposta violação de contrato de licença de uso de imagem referente ao ensaio fotográfico feito para a edição número 325 da Playboy, de agosto daquele ano. A alegação é que a editora teria republicado indevidamente, como foto de capa, sua imagem em edição especial de fim de ano, conduta que extrapolaria os limites do contrato de cessão de direito de imagem. Segundo a atriz, o contrato, embora permitisse republicações de fotos, não autorizaria nova foto de capa em edição posterior. A atriz sustentou no STJ que, na edição especial da revista, havia seis fotografias, quando o contrato permitiria a republicação de no máximo quatro por edição. Alegou que a Editora Abril não teria pago nada a título de remuneração variável pela edição especial, além de pagar valor menor que o devido em relação à “edição Deborah Secco”, de agosto. A remuneração era constituída de uma parcela fixa e outra variável, a qual dependia da venda da revista. O juízo de primeiro grau entendeu que a editora deveria pagar apenas uma diferença relativa às vendas da edição regular, no valor de R$ 11 mil. A sentença foi mantida em grau de apelação. Quanto aos demais pedidos, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) entendeu que o contrato trazia expressa disposição sobre a utilização das fotos em atos e peças de publicidade, de forma que sua republicação na capa da edição de fim de ano poderia ser entendida como promocional. Segundo o TJSP, a capa poderia ser entendida como peça publicitária porque tinha o nítido propósito de chamar a atenção do público para a edição que promovia, com a consequente venda da revista. Isso beneficiaria ambas as partes, que estipularam remuneração adicional sobre a venda das revistas. A atriz recorreu ao STJ com a alegação de que os negócios jurídicos sobre direitos autorais devem ser interpretados restritivamente, conforme estabelece o artigo 4º da Lei 9.610/98 (Lei de Direitos Autorais), e por isso a republicação das fotos, da maneira como foi feita, deveria ser considerada violação do contrato. Pediu que a decisão do TJSP fosse reformada para conceder indenização por danos morais e materiais. FOTOGRAFIA O relator do recurso, ministro Luis Felipe Salomão, explicou que o ordenamento jurídico brasileiro protege a fotografia como objeto do direito autoral, no artigo 7º, inciso VII, da Lei 9.610. Entretanto, a titularidade da obra pertence ao fotógrafo, e não ao fotografado. A modelo, no caso, seria titular de outros direitos, relativos a imagem, honra e intimidade. “É o fotógrafo o detentor da técnica e da inspiração, quem coordena os demais elementos complementares ao retrato do objeto, como iluminação; é quem capta a oportunidade do momento e o transforma em criação intelectual, digna, portanto, de tutela como manifestação de cunho artístico”, disse o ministro. A Quarta Turma entendeu, de forma unânime, que o STJ não pode analisar ofensa à Lei de Direitos Autorais, conforme alegado, porque a modelo fotografada não goza de proteção de direito autoral, já que nada cria. Sua imagem comporia obra artística de terceiros. DIREITO Salomão afirmou que “o fotografado tem direito de imagem, cuja violação poderia, realmente, render ensejo a indenizações”. Segundo ele, o direito à indenização não depende de ter havido uso vexatório da imagem da pessoa; basta que tenha havido proveito econômico. Esse entendimento já está consolidado pelo STJ na Súmula 403: “Independe de prova do prejuízo a indenização pela publicação não autorizada de imagem de pessoa com fins econômicos ou comerciais.” O recurso da atriz, porém, não alegou violação do direito de imagem para fins comerciais, limitando-se à suposta violação de direitos autorais. Para Salomão, a cessão de direitos de imagem deve ser interpretada restritivamente, pois a imagem é direito de personalidade, e a permissão para que terceiros a explorem é exceção à regra. Ou seja, as disposições que afastam o direito comum não podem ter interpretação ampliativa. Por outro lado, apontou o ministro, há outros métodos de interpretação contratual, como o previsto no artigo 85 do Código Civil de 1916 e no artigo 112 do Código Civil de 2002, segundo o qual “nas declarações de vontade se atenderá mais à sua intenção que ao sentido literal da linguagem”. Além disso, o artigo 113 do novo código estabelece que “os negócios jurídicos devem ser interpretados conforme os usos e costumes”. O ministro concluiu que o eventual atendimento à pretensão da atriz exigiria um reexame profundo do contrato assinado com a editora, para que se compreendesse seu contexto, inclusive à luz “dos usos e costumes próprios do âmbito negocial no qual foi celebrado – no caso, o feixe das relações normalmente estabelecidas entre o meio artístico feminino e as revistas masculinas”. No entanto, ele observou que não cabe ao STJ reinterpretar cláusulas de contrato em recurso especial, conforme determina a Súmula 5.   Fonte: Portal do STJ / Foto: Bob Welfenson
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