Reclamações nos Procons contra empresas de telecomunicações cresceu 55% no primeiro semestre deste ano; ineditamente, telefonia fixa lidera queixas

22 jul por Henrique Goes

Reclamações nos Procons contra empresas de telecomunicações cresceu 55% no primeiro semestre deste ano; ineditamente, telefonia fixa lidera queixas

Sabe aquela máxima “o que é ruim sempre pode ficar pior”? Pois bem, parece que as gigantes das telecomunicações que atuam no país estão levando o ditado à risca.  É isso que nos garante o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), que aponta um aumento de 55% nas reclamações de consumidores junto aos Procons do país – quando o assunto é telefonia fixa e móvel – no primeiro semestre de 2013 em comparação ao mesmo período do ano passado.

Os dados obtidos com exclusividade pelo Broadcast – serviço de notícias em tempo real da Agência Estado – junto ao DPDC, da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça, mostram que foram registradas 277,8 mil notificações no Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) relativas a telecomunicações.

 

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Imagem de internet

Tal quantitativo representou 24,39% do total dos mais de 1,1 milhão de registros recebidos. Já no  mesmo período do ano passado, foram notificadas 179 mil demandas de telecomunicações – 20,7% das mais de 861,2 mil atendidas pelo órgão. O Sindec é o órgão que consolida informações de 25 Procons estaduais e 211 municipais. São 446 unidades espalhadas por 293 cidades, que atendem em média 174 mil consumidores por mês.

 

Telefonia fixa lidera reclamações

Apesar de muitas famílias já terem abandonado o telefone fixo e adotado os celulares por uma questão de economia no orçamento mensal (?), o estudo aponta que a novidade no período foi a liderança da telefonia fixa. No primeiro semestre, o número de atendimentos alcançou 102,2 mil, o que representa uma alta de 90,1% sobre o mesmo período do ano passado. Assim, esses serviços tiveram 8,98% das demandas entre todos os setores atendidas. No entanto,  a telefonia móvel permanece entre os maiores alvos de reclamações nos Procons. Foram 100,3 mil registros no primeiro semestre, uma alta de 27,6% sobre o ano passado.

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Entre as principais queixas contra operadoras estão problemas com a cobrança do serviço (149 mil demandas), falhas no contrato (34,7 mil), atendimento de SAC (24,6 mil), serviço não fornecido ou não concluído (21,9 mil) e serviços mal executado, inadequado ou impróprio (9,3 mil).

O representante das teles e diretor executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil), Eduardo Levy, justifica que as empresas são os maiores alvos das reclamações dos consumidores porque têm uma elevada base de clientes.

Os demais serviços de telecomunicações também apresentaram alta nas reclamações. Quando o assunto é TV por assinatura, foram 48,1 mil demandas, um aumento de 61%. Os serviços de internet somaram 27,1 mil (avanço de 62,3%). Dessa forma, os serviços de TV paga representaram 4,2% das demandas gerais encaminhadas ao Sindec, e as de internet, 2,3%.

 

Com informações da Exame

ByHenrique Goes

Jornalista e radialista, potiguar, com experiências profissionais na FM Universitária da UFRN, O Jornal de Hoje, Tribuna do Norte e Rádio Assembleia.

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