PT provoca Bolsonaro e cita relatório que afirma: “Os militares são responsáveis por R$ 34,1 bilhões no déficit da previdência no país”

16 jan por João Ricardo Correia

PT provoca Bolsonaro e cita relatório que afirma: “Os militares são responsáveis por R$ 34,1 bilhões no déficit da previdência no país”

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O Partido dos Trabalhadores, que apoia o ditador Maduro na Venezuela; que nutre simpatia pelo terrorista Cesare Battisti; que defende a ideologia de gênero nas escolas; que tem seu principal líder – o ex-presidente Lula – condenado por corrupção e atrás das grades e, segundo denúncias do Ministério Público Federal e da Polícia Federal, está envolvido com uma série de esquemas criminosos, resolveu provocar o presidente Jair Bolsonaro e atacar os militares, mais uma vez, insinuando que a crise na Previdência Social brasileira estaria atrelada a, por exemplo, soldos pagos a militares reformados e pensões.

Abaixo, o texto publicado no Portal do PT 

O governo Bolsonaro tem discutido uma reforma da Previdência que promete ser ainda mais nefasta e agressiva do que a proposta por Michel Temer. A mudança, encabeçada por Paulo Guedes — ministro da Economia e quem, de fato, toma as decisões — estipulou idade mínima de 65 anos para homens e 63 anos para mulheres, entre outras mudanças drásticas.

Mas, propositalmente, Bolsonaro e seu clã advogam em causa própria e não discutem um grupo importante nesta reforma: os militares. A exclusão desse grupo na reforma beneficia Jair e muito de seus “amigos particulares”.

Segundo o relatório “Aspectos Fiscais da Seguridade Social no Brasil”, publicado em no dia 9 de julho de 2018 pelo Tesouro Nacional (a última pesquisa sobre o tema), os militares são responsáveis por R$ 34,1 bilhões no déficit da previdência no país.

O relatório aponta que “o gasto com pensões e reformas dos Militares apresenta descompasso muito grande entre as receitas”. Esse valor é dividido entre: militares reformados, que consomem R$ 19,7 bilhões (o equivalente a 9% da Previdência) e pensões militares, que correspondem a R$ 14,3 bilhões (7% dos gastos previdenciários). Os dois montantes são responsáveis por 16% da Previdência no Brasil.

Em outro levantamento de dados previdenciários, publicado também em 2017 pelo TCU (Tribunal de Contas da União), uma das conclusões a que se chega é a de que uma das deficiências na gestão é porque tem “pouca transparência dos gastos com militares inativos.”

Segundo o jornal O Estado de S. Paulo publicado nesta quinta-feira (10), o rombo para pagar aposentadoria de militares cresce mais que o do INSS. Enquanto os gastos com os servidores civis da União registrou um aumento de pouco mais de 5%, o déficit com militares na Previdência subiu 12,85%.

Alan Ghani, mestre e doutor em finanças pela FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo), defende, em uma publicação do InfoMoney publicada nesta sexta-feira (11) que os militares precisam participar da reforma.

Da Redação da Agência PT de notícias

ByJoão Ricardo Correia

Formado em Comunicação Social pela UFRN. Experiências profissionais em rádio, jornais, TV, informativos virtuais e assessorias de imprensa. Editor do Companhia da Notícia.

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