Entrevista de Lula é apenas mais uma sacanagem no “país do carnaval”

27 abr por João Ricardo Correia

Entrevista de Lula é apenas mais uma sacanagem no “país do carnaval”

A entrevista concedida pelo ex-presidente presidiário Lula é apenas uma gota d’água no oceano de atos condenáveis que se tornaram rotina, comuns, no Brasil.

Nosso país é do carnaval, do futebol, do jogo do bicho, da putaria, dos maconheiros e cheiradores de pó valorizados, de milhares de seguidores de um sujeito que se orgulhava, cantando, que seus heróis haviam “morrido de overdose”.

Por aqui, a justiça manda pra cadeia quem rouba um quilo de carne para matar a fome dos filhos e deixa pra lá Assembleias Legislativas que contratam sem concurso público e desrespeitam a decisão para exonerar os ilegais.

Aqui valem a sacanagem, a extorsão, a babação, o puxa-saquismo. Desgraças que nem falam direito e devem se tremer se forem convocadas a escrever algo viram vereadores, deputados, governadores, senadores, presidentes – e presidenta – da República.

Nessa terra chamada Brasil, originada dos cruzamentos de portugueses com índios, os que mais trabalham menos ganham. Privilégios ditam as regras. Ladrões são ovacionados, aplaudidos, às vezes usando tornozeleiras eletrônicas, condenados, mas sabem que a impunidade, por aqui, via de regra, anda de mãos dadas com a política, com o Poder Judiciário.

Milicianos e facções criminosas dominam regiões, matam, estupram, traficam armas e drogas. Fazem porque são protegidos por corruptos, canalhas, que só querem ganhar dinheiro, muito dinheiro, e nada mais.

Punir criminoso é exceção, principalmente se usarem colarinhos brancos, nessa Pátria tão defendida em época de eleição. Ah, as exceções! Se não existissem, nem haveria mais esperança. Se bem que é difícil ter esperança num lugar com tantos discursos vazios, com a educação jogada no lixo, com empresários sérios desmotivados pelas manobras que só beneficiam os corruptos, com tantos políticos despreparados, com eleitores que vendem os votos e jogam lixo no meio da rua, enfim, com tanta gente que só quer vantagens, nem que para isso venda a dignidade e passe a mãe como troco.

Por João Ricardo Correia

ByJoão Ricardo Correia

Formado em Comunicação Social pela UFRN. Experiências profissionais em rádio, jornais, TV, informativos virtuais e assessorias de imprensa. Editor do Companhia da Notícia.

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