Tag: Sindicalista

24 jan por João Ricardo Correia Tags:, , ,

“Companheira” Fátima Bezerra enfrentará greve de servidores

Acostumada a liderar greves como sindicalista, Fátima Bezerra, agora governadora, está do outro lado do balcão dos "companheiros e companheiras"

Os servidores estaduais da saúde do Rio Grande do Norte aprovaram na manhã desta quinta-feira (24), greve da categoria para o dia 5 de fevereiro, a proposta foi votada por ampla maioria em assembleia geral no auditório do Sinpol. O início da greve vai coincidir com um ato unificado, com todos os servidores públicos do estado, em frente à Governadoria, às 9 horas.

A greve é fruto dos constantes ataques que os servidores estaduais vêm sofrendo nos últimos anos. O parcelamento dos salários de janeiro gerou muita revolta dos servidores da saúde que estão com os salários de dezembro e o 13º de 2018 ainda atrasados. “Os servidores e aposentados da saúde estão endividados, sem dinheiro até para ir trabalhar”, disse uma servidora.

29 nov por João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

MPF denuncia ex-agentes da repressão por primeira morte da ditadura

PAUDEARARA1 O Ministério Público Federal em São Paulo denunciou quatro ex-agentes do regime ditatorial pela morte, em 1969, do operário e sindicalista Virgílio Gomes da Silva, considerado oficialmente o primeiro desaparecido político após o golpe de 1964. O major Inocêncio Fabrício de Matos era um dos chefes da Operação Bandeirante (Oban) e participou, junto com seus subordinados Homero Cesar Machado, Maurício Lopes Lima e João Thomaz, da prisão e da tortura de Virgílio. Pelo menos outras dez pessoas, hoje já falecidas, também se envolveram no crime. Os denunciados devem responder por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A vítima foi morta nas dependências do prédio onde funcionava a Oban, na capital paulista, no dia 29 de setembro de 1969. Virgílio havia se notabilizado no início daquele mês por comandar o sequestro do embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, solto dias depois em troca da libertação de 15 presos políticos. O operário era um dos dirigentes da Ação Libertadora Nacional, grupo de resistência capitaneado pelo militante comunista Carlos Marighela. A perseguição a ele, no entanto, acontecia desde 1964, quando fora preso por liderar uma greve na empresa onde trabalhava, a Nitroquímica, no ano anterior. A morte aconteceu horas depois da prisão de Virgílio. Os agentes o capturaram em um apartamento no centro de São Paulo pela manhã, sem ordem escrita e sem comunicação às autoridades, e o conduziram diretamente para a Oban, encapuzado e algemado. Um grupo de militares, entre eles os quatro denunciados, recebeu o operário com chutes e socos que o levaram ao desmaio. Na sala de interrogatório, já acordado, ele foi submetido a intensa sessão de tortura, pendurado em uma barra de ferro com os punhos presos às pernas dobradas. Virgílio não suportou a intensidade das agressões e morreu por volta das 22h30. Ocultação O corpo foi localizado no dia seguinte em um terreno baldio no centro da cidade e enviado para o Instituto Médico Legal. Lá, peritos redigiram um laudo constatando as lesões e os hematomas, e a Divisão de Identificação Civil e Criminal confirmou se tratar do cadáver do operário. Os primeiros registros internos do Exército indicavam que Virgílio havia morrido por resistir à prisão, mas após a emissão dos documentos que evidenciavam a real causa do óbito, os agentes impuseram sigilo total sobre o caso e forjaram a versão de que o militante estava desaparecido. Ele foi enterrado no cemitério da Vila Formosa, mas até hoje os restos mortais não foram encontrados. Os procuradores da República Ana Letícia Absy e Andrey Borges de Mendonça, autores da denúncia, destacam que a morte de Virgílio é um crime de lesa-humanidade e, por isso, imprescritível e impassível de anistia. “As condutas imputadas foram cometidas no contexto de um ataque sistemático e generalizado à população civil, consistente na organização e operação centralizada de um sistema semiclandestino de repressão política, baseado em ameaças, invasões de domicílio, sequestro, tortura, morte e desaparecimento dos inimigos do regime” O homicídio pelo qual Inocêncio, Homero, Maurício e João foram denunciados é triplamente qualificado devido ao motivo torpe do crime (preservação do regime instaurado em 1964), o emprego de tortura e a impossibilidade de defesa da vítima. Se condenados, além de cumprir penas de prisão pela morte de Virgílio e a ocultação do cadáver, eles podem perder cargos públicos que ainda ocupem, bem como ter aposentadorias cassadas e o cancelamento de medalhas e condecorações recebidas. Virgílio foi o primeiro dos 136 militantes de esquerda cuja morte pelas forças de repressão ditatoriais está confirmada. Pouco depois do crime, a Operação Bandeirante deu origem ao Destacamento de Operações e Informações do II Exército (DOI), que, sob o comando do major Carlos Alberto Brilhante Ustra, transformou-se em um dos principais centros de tortura do regime militar. Só entre 1970 e 1974, durante a gestão de Ustra, 37 pessoas morreram ou desapareceram após passarem pela unidade. Leia a íntegra da denúncia e da cota oferecidas à Justiça Federal contra os responsáveis pela morte de Virgílio Gomes da Silva.   Fonte: Caros Amigos / Comunicação do Ministério Público Federal em São Paulo
4 mar por João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Sindicalista diz que DEM e PSDB “estão querendo desestabilizar a democracia brasileira”

PETROBRAS1_SENGECECOMBR O presidente do Sindicato dos Petroleiros, Márcio Dias, afirmou, após participar de encontros com vereadores de Natal na tarde desta última terça-feira, que “a oposição está querendo desestabilizar a democracia brasileira”, segundo ele, “utilizando-se do episódio da Petrobras”. O dirigente sindical refere-se  a DEM e PSDB, os dois principais partidos de oposição no Brasil. “São grupos que estão influenciando junto à população, mas nós queremos o debate e não linchamento”, disse ele, ressaltando a importância que tem a empresa para a nação. Funcionários da Petrobras, tendo à frente Márcio Dias, estão mobilizando segmentos representativos da sociedade para realização de um encontro na próxima sexta-feira, para pedir que as denúncias contra a empresa sejam apuradas e os culpados punidos, sem no entanto, prejudicar a instituição. “Queremos preservar esse patrimônio que é do povo brasileiro. A Petrobras não pode ser responsabilizada pelo que está ocorrendo. Temos que mostrar ao mundo que existe uma crise, mas mesmo diante de tudo o que está ocorrendo a empresa tem apresentado record de produção e refino”, disse o sindicalista.   [caption id="attachment_32709" align="aligncenter" width="394"]LUIZALMIR2015A_JRC Vereador Luiz Almir ressalta importância da Petrobras para o Brasil[/caption] Uma comissão de integrantes do Sindicato dos Petroleiros compareceu à Câmara Municipal de Natal na tarde desta última terça-feira objetivando convidar os vereadores, através do presidente da Casa, Franklin Capistrano, para prestigiarem o evento da sexta-feira. Participaram também do encontro com os petroleiros, os vereadores Hugo Manso, do PT, e  Luiz Almir, do PV, primeiro secretário da Câmara Municipal de Natal. “A Petrobras tem a riqueza do pré-sal e segundo ele, “estão querendo destruí-la, mas mesmo assim, a empresa continua crescendo”, disse Hugo Manso, enquanto o presidente da Câmara Municipal, vereador Franklin Capistrano e o vereador Luiz Almir, defendem o engajamento de todos na defesa da Petrobras, segundo eles, “um patrimônio que deve ser preservado”.
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