Tag: política

25 out por João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Saúde de Caicó conhece política voltada para presos

Técnicos da secretaria estadual de Saúde visitaram a cidade de Caicó, nesta quarta-feira (24), para duas ações voltadas ao atendimento no sistema prisional. Com o apoio da secretaria municipal de Saúde, o primeiro momento foi para realização da busca ativa com testes de HIV/AIDS, sífilis e hepatites na população carcerária. A outra pauta foi para sensibilização do Município quanto à inserção na Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional.
15 ago por João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Joaquim Pinheiro conta um pouco de sua trajetória em “Relatos, Notícias e Memórias”

O jornalista Joaquim Pinheiro, nascido lá nas "Canoas", perto de Santa Cruz, no interior do Rio Grande do Norte, lança hoje, dia 15, seu primeiro livro "Relatos, Notícias e Memórias", no Espaço Cultura Fernando Chiriboga, no Midway Mall, às 19 horas. Apaixonado pelo sertão e pelas tradições nordestinas, se diverte ouvindo os repentistas. Já saiu de Natal para Serra de São Bento só para ver matar um porco e depois, claro, apreciar o leitão assado. Profundo conhecedor da política, principalmente a potiguar, tem livre acesso à maioria dos vereadores, deputados, senadores, governadores. Também já entrevistou presidentes da República, ministros e dá belas "gaitadas" recordando alguns episódios. Tomara que ele conte também uma mania que tem quando viaja pelo interior e vê as moitas na beira da estrada... Gente boa, teima em se mostrar bruto, diz que "amigo só pai e mãe", às vezes é ranzinza, mas tem o coração do tamanho do mundo. Quer vê-lo com raiva? Mande pra ele mensagens religiosas, puxe conversa sobre padres, pastores evangélicos, budistas, espíritas e por aí vai. Pense numa pegada de ar que ele dar!!! Pinheirão "bate uma bolinha" toda semana. Mesmo com os joelhos bichados, é frequentador assíduo de peladas em Parnamirim e no campo do Quartel da PM. Eu não duvido que ele participa de outras peladas, mas deixa pra lá... É uma figura esse, agora, escritor. Pra ele, até arrisco dizer, que mesmo com sua cara amarrada, com esse jeitão de ser, quem o conhece sabe bem que ele faz o que pode fazer para ajudar a quem merecer. Sabido e astucioso, Pinheiro vive a vida buscando no povo elementos para escrever, para sorrir, para pensar e para continuar, mesmo sem admitir, fazendo amigos e deixando saudades do papo quem tem para oferecer. Tirando onda com ele, o trato como Pinheirão, meu amigão, cara de mamão. É isso. Sucesso a Joaquim Tavares Pinheiro! João Ricardo Correia
11 ago por João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Lascou de vez: especialista descarta possibilidade de renovação política em outubro

Os resultados das eleições de outubro podem frustrar quem espera mudanças na política nacional. Partidos hegemônicos e políticos tradicionais tendem a se beneficiar de um sistema eleitoral que é pouco permeável à renovação, diz o economista e doutor em direito Bruno Carazza. Autor do livro Dinheiro, Eleições e Poder, Carazza destaca que as campanhas são caras e que, como já ocorreu em outros pleitos, o financiamento contará com dinheiro ilegal de empresas – em esquemas já vistos nas investigações da Operação Lava Jato. Até mesmo o dinheiro lícito, disponível no fundo de assistência financeira aos partidos políticos e no fundo de financiamento eleitoral, será usado pelos dirigentes partidários para se reelegerem. No livro, editado pela Companhia das Letras, o economista cruza dados sobre as doações eleitorais, obtidos em delações premiadas, com projetos, votações e atuação de parlamentares – muitos dos quais vão tentar a reeleição em outubro. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista de Bruno Carazza à Agência Brasil:
6 ago por João Ricardo Correia Tags:, , ,

Araken Farias deixa PSB: “Não se pode continuar a governar mentindo sistematicamente”

O advogado Araken Farias enviou carta a veículos de comunicação, nesta manhã, avisando sobre seu desligamento do PSB e tecendo comentários acerca da política. Abaixo, a íntegra do comunicado: Há cerca de dois anos no PSB, inclusive como presidente da legenda no município do Natal, o advogado Araken, agradece pela confiança à frente da legenda, mas depois de analisar os rumos que vem tomando a política nacional e local, decide acreditar num novo modelo de fazer política. Sempre entendi a política como uma missão e não com oportunismo ou forma de se locupletar pessoalmente. Tenho uma carreira profissional no meio jurídico fruto do meu trabalho e dedicação e isso me traz muito mais responsabilidade em todas as minhas decisões. Não se pode continuar a governar apenas para as elites ou colocando os interesses pessoais e familiares dos governantes e/ou das suas clientelas acima dos interesses do povo. Não se pode continuar a governar mentindo sistematicamente prometendo-lhes em eleições o que se sabe que não se pode cumprir ou, pior ainda, prometendo-lhes o contrário daquilo que se fará. Não se pode confiar em elites políticas que, em troca de benefícios económicos pessoais ou familiares, subordinaram a atividade política aos interesses pessoais, muitas vezes ilícitos. Tenho refletido bastante, com muita responsabilidade, seguirei pensando sobre qual decisão deverei tomar no campo partidário e no momento oportuno darei publicidade sobre as minhas opções partidárias. O momento requer muita atenção, ainda não fiz todas as minhas escolhas politicas, entendo que com a renovação das casas legislativas podemos avançar no campo politico, por isso resolvi apoiar o candidato a deputado estadual e atual vereador Sandro Pimentel, por sua seriedade, coerência e espírito público que tem demonstrado valores que são essenciais e a cada dia mais difíceis na realidade política atual. Araken Farias – sem partido
2 ago por João Ricardo Correia Tags:, , , , , ,

Força política de José Adécio transforma Pedro Avelino em um “canteiro de obras”

O deputado José Adécio está na vida pública há 42 anos e vive seu melhor momento político. Uma das provas está em sua terra natal, Pedro Avelino, berço do início de sua trajetória. O município virou um “canteiro de obras” desde janeiro passado, quando Neide Suely assumiu a Prefeitura e tem contado com o apoio determinante de recursos federais, obtidos por meio de José Adécio, com os senadores José Agripino, Garibaldi Filho, Roberto Muniz (PP da Bahia) e deputados federais Beto Rosado e Felipe Maia. Espaços esportivos, praças, unidade de saúde e espaços culturais estavam abandonados há pelo menos dez anos e hoje já se apresentam como obras “palpáveis e visíveis”, como costuma dizer José Adécio.
2 nov por João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Rejeição do PT deu lugar a forças tradicionais e conservadoras

lula3 Joaquim Pinheiro Configura-se um novo cenário político no País após as eleições deste ano com o eleitorado decidindo mudar novamente o curso da história. Antes, o crédito foi dado ao PT, que agora foi rejeitado a bem da disciplina para dar lugar a forças tradicionais e conservadoras da política nacional representadas por PSDB e PMDB. O Partido dos Trabalhadores - que tem no ex-metalúrgico Lula da Silva - sua maior expressão - teve a oportunidade de melhorar o Brasil, mas perdeu-se no caminho dos desmandos, da corrupção e do empoderamento do Estado. Os governos petistas protagonizaram alguns avanços sociais, entretanto, no geral foi um desastre que culminou na atual crise vivida pela população brasileira. Se desejar continuar presente na vida nacional e político-partidária, o PT tem que se reinventar, mudar a prática e até trocar de nome. PT hoje em dia é sinônimo de safadeza, descaso, esculhambação. Suas principais lideranças estão presas e outras tantas deverão ser punidas conforme a lei.
4 maio por João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Franklin Capistrano ressalta que médico é um “transformador social”

[caption id="attachment_46901" align="aligncenter" width="620"]FRANKLINDEBRANCO_ELPIDIOJUNIOR Franklin Capistrano ressaltou importância da interação da medicina com o trabalho no legislativo municipal[/caption] Joaquim Pinheiro O vereador Franklin Capistrano, presidente da Câmara Municipal de Natal, proferiu palestra para integrantes da Academia de Medicina nesta terça-feira, 3, à noite, oportunidade em que falou sobre o tema “A Medicina e a Política”. Franklin, que é médico psiquiatra, lembrou inicialmente Aristóteles, quando disse que o homem é um ser político, daí não poder ficar de fora desta atividade. Afirmou que o seu trabalho político começou antes de ser médico, atuando em entidades estudantis e na arte. “Política é a arte do bem social comum comprometida com a coletividade e com a doutrina da igreja”, ressaltou, num trecho da sua explanação. E continuou Franklin Capistrano: “o ser humano está sempre em transformação e a medicina e a política se encontram ao longo da história”, lembrou, para em seguida afirmar que o relacionamento entre os dois é muito próximo, com ambos, política e medicina, trabalhando juntos na defesa da vida. Católico praticante, Franklin Capistrano disse que a medicina está relacionada com o evangelho, trabalhando na busca da saúde. “Jesus está preocupado com a saúde e a doença numa atitude política”, esclareceu, acrescentando que “os políticos buscam na medicina o seu ponto de apoio”. Ele alertou que os médicos devem estar sempre ao lado da população, principalmente dos mais pobres e necessitados, segundo ele, levando condições de vida e esperança. AVANÇOS NA MEDICINA O vereador Franklin Capistrano destacou os avanços na medicina que, inclusive  através de aplicativos, permitem tratar de doentes a distância. Ele falou também sobre a crise na saúde e disse que o médico tem que entrar na política – partidária ou não – para contribuir e evitar  determinadas situações de dificuldades e desconforto, considerando também importante a atuação das entidades médicas. E afirmou: “a medicina atual está em todo lugar e não só nos hospitais. Nosso trabalho é com o sofrimento humano e a presença da morte. A política médica significa trabalhar para modificar realidades de exclusão social”, disse ele, lembrando que o médico “é um transformador social". Vereador no sexto mandato,Franklin Capistrano entende que, às vezes, o médico é forçado a entrar na política partidária por apelo da sociedade e deve ter autonomia para interferir nas decisões políticas. Para ele, o médico deve fazer política mesmo sem cargos públicos, buscando alternativas com o objetivo de diminuir a exclusão social. Presente ao encontro, o médico Celso Matias elogiou a palestra de Franklin Capistrano e sugeriu que a palestra deveria ser ouvida por estudantes de medicina. Quem também reconheceu a importância do conteúdo exposto pelo vereador-médico foi a médica Zita de Souza Rocha, destacando o trabalho social realizado por Franklin Capistrano em diversos bairros de Natal, particularmente em Dix-Sept Rosado. “Doutor Franklin realiza esse trabalho independentemente de eleição”, disse a médica. ACADEMIA MÉDICA Entidade presidida pelo médico Maciel Matias, foi fundada em 1985, congrega 40 profissionais da medicina e tem com objetivo promover uma interação entre a categoria. No próximo mês de agosto, o presidente da entidade promoverá um encontro com candidatos a prefeito de Natal, para que sejam expostos os planos de cada um para a cidade de Natal no setor de saúde. “Vamos convidar os candidatos e representantes de entidades como Associação Médica, Conselho Regional de Medicina, Cooperativa Médica e sindicato dos médicos”, disse o presidente Maciel Matias, lembrando que a Academia Médica reúne-se todas as terças-feiras para discutir assuntos inerente a saúde e a própria entidade.
8 jan por João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

Mestre Jura deixa uma saudade imensa e ensinamentos valiosos

SAUDADE1   Saudade. É esse o sentimento mais forte que sentirei de agora em diante, após o falecimento de Jurandy Nóbrega, o "Mestre Jura", como eu o chamava. Jornalista competente, amigo e autêntico. Tenho o prazer de chamá-lo de amigo. O fim da sua existência material não o eliminará da minha vida. Sinto-me à vontade para elogiá-lo, porque o fiz ainda quando podia apertar sua mão, abraçá-lo. Dia 31 passado, enviei uma mensagem para seu filho Bené (Ebenézer Nóbrega), lembrando que estava completando mais um ano de vida. Jurandy trabalhou em vários veículos de comunicação do Brasil. Foi na redação d'O Jornal de Hoje que tornei-me seu amigo. Ele, na editora de Política, vibrava com cada informação e "brigava" para fazer a manchete. Conhecia todos, sem exceção, os políticos potiguares. Também era profundo conhecedor da história do Brasil. Falava dos bastidores do poder de Brasília como se estivesse em casa, tamanha era sua intimidade com aqueles ambientes. As religiões também o instigavam e o faziam falar muito sobre elas. Ah, Mestre Jura, acabei de tomar uma de cachaça para homenageá-lo, pois sei da sua preferência pela "branquinha". E dane-se quem o condenou porque bebia, porque era polêmico. Dane-se! Repito. Nada tirava a autenticidade e o prazer de trabalhar desse grande e humilde comunicador. JURANDY2E quis o destino que o último veículo de comunicação ao qual ele emprestasse seu talento fosse justamente o Portal Companhia da Notícia (acesse: https://www.companhiadanoticia.com.br/voltou-jurandy-nobrega-reforca-equipe-portal-companhia-noticia/), em janeiro de 2014. Mesmo doente, Jurandy queria produzir, informar. Usou seu Twitter para interagir com milhares de seguidores e, através dele, chegou a anunciar que em 2016 apresentaria um programa de rádio em sua querida Patos, na Paraíba. Neste Portal, ele escreveu umas quatro, cinco matérias... Já estava doente, seu ritmo não era o mesmo, mas foi uma honra ter um profissional do seu quilate em nossa equipe! Um presente! Certo dia, apresentando um programa na Rádio Cidade, telefonou-me, na noite anterior, dizendo que precisava falar comigo, "sem falta", no dia seguinte, antes de começar a apresentação. Lá estava eu, por volta das seis e quinze, atendendo ao chamado do Mestre.  Ele pediu que aguardasse um pouco, pois depois de apresentar os destaques do dia conversaríamos. E conversamos! Eu, sem saber, era o entrevistado! Surpresa pra mim, para um sorriso bacana do meu amigão, único a me chamar de João Ricardo Carvalho (meu primeiro sobrenome). Bela recordação! Depois do nosso papo, o proprietário da emissora, Haroldo Azevedo, que estava nos Estados Unidos, telefonou para lá, falou com Jurandy e quis falar comigo. Disse que havia gostado muito do papo da gente e que, depois, queria tomar um cafezinho conosco. Meses depois, Jurandy deixou a Rádio e nunca tivemos o encontro. Na Parnamirim FM, também participei, uma vez, do programa apresentado por ele e pelo amigo Jair Bala, outro comunicador por excelência. Mestre Jura, Mestre Jura! Que prazer ser seu amigo. Obrigado pelos ensinamentos, pelos papos, pela companhia, por tudo. Obrigado por confiar em mim. Muito obrigado por ter, durante tantos anos, informado de maneira tão peculiar a milhares de pessoas. Ao meu amigo Bené e familiares, ficam abraços de solidariedade meus e da minha família, acostumada a ouvir-me falar do quanto eu gosto de Jura. No começo da noite deste sábado, 08 de janeiro de 2016, o corpo de Jurandy Marques da Nóbrega será sepultado. Sua história já está eternizada. Agora, ao invés de rezar pela sua recuperação e pela saída do hospital, orarei pela sua alma, pedindo a Deus que o receba e o trate com um carinho todo especial. E vou terminar como Jurandy sempre terminava seus programas nas rádios: Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, guarda, governa, ilumina. Amém! Até um dia, grande amigo! Quando você achar que mereço de novo ser entrevistado, é só chamar. Um abraço do meu tamanho. Quando encontrar por aí meu amigo-irmão Marco Antônio "Garotinho da Copa" e  Chudmilson de Souza, dá um grande abraço neles e, por favor, diga que sinto muita saudade de ambos. Até, Mestre Jura. Um abraço do meu tamanho.   João Ricardo Carvalho  
8 jan por João Ricardo Correia Tags:, , , ,

Jurandy Nóbrega e seu faro de repórter deixarão saudades

JURANDY1 Por Jean Valério – Jornalista Amado e odiado. O jornalista Jurandy Nóbrega foi um autêntico repórter político. Como pouco se vê hoje. Marcou época no jornalismo potiguar. Com Jurandy, Joaquim Pinheiro, Thaisa Galvão e João Ricardo Correia, entre outros profissionais que aprendi a admirar, dividi o convívio diário da redação de O Jornal de Hoje por muitos anos. Ali descobri a paixão pelo jornalismo. Pelos textos objetivos. Em especial o impresso com dead line apertado, fechamento diário, impreterivelmente às 12 horas. Tínhamos três horas para desconfiar, apurar e deixar pronta a reportagem. Dias de luta. Pelas notícias, pelas manchetes eu brigava, literalmente, com Jurandy. Iniciava minha carreira no jornalismo, aspirante a repórter, já sentia-me confiante, somente por estar ali, travando duelos e debates na redação com o experiente e temido repórter político. Polêmico e irredutível, das muitas loucuras de Jurandy extraia-se a lucidez necessária para entender cenários políticos de momento. Jurandy respirava a essência da reportagem. Dono de um faro incomparável de repórter. Raridade hoje. Tivemos muitos embates na luta para emplacar manchetes. Defesa de ideias. Confronto que, ao final, era decidido pelos editores, entre eles Thaisa Galvão, e o dono do jornal, Marcos Aurélio Sá, que nunca interferiu na liberdade de informar de sua equipe. Trabalhamos juntos na mesma editoria de política. Mas difícil mesmo era quando eu tocava a editoria de economia. E lutava para convencer o dono do jornal e emplacar temas econômicos na capa. Venci poucas vezes, apesar da inclinação de Marcos Aurélio pela economia. O talento de Jurandy com seu arquivo cerebral sempre sobressaiam-se. Aprendi muito. Uma das lições, que não se aprende na academia, é foi identificar bem a linha tênue que separa o jornalismo informativo, mesmo que declaratório, da intenção de difamar. Jurandy desagravada muitos. Mas nunca caluniava. Fazer um jornal diário é uma árdua tarefa. Ainda mais um vespertino. Há dias escassos de notícias. Há manhãs de sábados que políticos e fontes desligam telefones. São dias sombrios para as pautas. Estes dias eram salvos por Jurandy, com seu arsenal de entrevistas arquivadas, prontas para publicação. Bloquinhos, documentos do Word, anotações em caderno? Nem pensar. As entrevistas de Jurandy estavam arquivadas na memória. O editor tinha duas opções: Comprar ou não a matéria assinada por ele. Muitas destas manchetes, baseadas no jornalismo declaratório, definiram rumos da política local. Geravam notícias sequenciais. Pautavam a mídia na semana. Algumas vezes, uma declaração pronunciada há vários meses, arquivava na caixa cerebral de Jurandy, era usada num novo contexto. Até que a fonte “prejudicada” conseguisse justificar-se, a notícia já estava na rua. Mas qual era a fonte que se dispunha a contestar Jurandy? Poucos eram capazes de desmenti-lo. Melhor engolir sapo do que desagradar o mais polêmico repórter político que já pude conviver e conhecer. De Jurandy guardo algumas declarações e teorias emblemáticas que ele costumava repetir como um mantra: “Jornal não é guardião da honra de ninguém (De autoria de Luiz Maria Alves)”, “Papel aguenta tudo”, “Jornalista não tem amigos”. Aos 71 anos, depois de tanto ter lutado para sobreviver, ter prestado serviço à sociedade e aos principais jornais do Rio Grande do Norte e também ter feito passagem marcante no rádio potiguar com atuação mais recente na rádio 94 FM, esquecido por muitos políticos que ajudou a “projetar”, Jurandy Nóbrega nos deixou. Deixando inúmeras lições. E uma saudade enorme da boa reportagem apurada com o faro de repórter que só ele tinha.
3 jul por Henrique Goes Tags:, ,

REFORMA POLÍTICA SÓ VAI VALER PARA ELEIÇÕES DE 2014 SE APROVADA ATÉ OUTUBRO DESTE ANO

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que mudanças na legislação eleitoral só vigorarão nas eleições de 2014 se forem aprovadas um ano antes do pleito. Ele descartou a possibilidade de se aprovar uma emenda à Constituição para que as mudanças eleitorais valham já no ano que vem, caso sejam aprovadas a menos de um ano do pleito. [caption id="" align="aligncenter" width="360"] Imagem de internet[/caption] “Vamos aguardar esse desenvolvimento. O Supremo considerou naquele caso da desverticalização [das eleições], naquela emenda constitucional, que o Artigo 16 é também uma cláusula pétrea, que os direitos políticos compõem o núcleo das cláusulas pétreas. Fica claro, portanto, que não se pode alterar o Artigo 16 por emenda constitucional”, explicou o ministro. Quanto ao plebiscito sobre a reforma política, proposto pela presidenta Dilma Rousseff, o ministro disse que a competência para aprovação da consulta é do Congresso Nacional e que é preciso aguardar como serão formuladas as perguntas. “A questão é saber como as perguntas serão feitas, num tema tão complexo, tão difícil [como é a reforma política].” De acordo com o ministro, a chamada “voz das ruas” reivindica mudanças, e é preciso tomar algumas iniciativas. “É preciso quebrar o marasmo, tomar alguma iniciativa quanto ao mau desenvolvimento dos serviços públicos. A gente sofre muito com burocracia. É preciso dar atenção a isso”, ressaltou Gilmar Mendes. Fonte: Agência Brasil
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