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29 set por João Ricardo Correia Tags:, , , , ,

PF prende 26 pessoas envolvidas em tráfico internacional de drogas

PF3 Vinte e seis pessoas foram presas na manhã de hoje (29) por envolvimento em uma rede de tráfico internacional de drogas que movimentava, pelo menos, R$ 4 milhões de reais por mês com a venda de entorpecentes e com a lavagem de dinheiro do crime. A Operação Cardume, da Polícia Federal, envolveu 230 agentes em 8 estados brasileiros: Ceará, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Das 26 prisões, 21 ocorreram no Ceará, considerado pela PF o estado da base operacional da organização criminosa. As demais foram feitas em Natal (RN). O delegado regional de combate ao crime organizado, Janderlyer Gomes de Lima, explica que os chefes da rede assumiam a posição de empresários de ramos diversos, como construção civil e revenda de veículos. O nome da operação, inclusive, faz referência a um negócio, no interior do Ceará, dedicado à piscicultura e usado na lavagem de dinheiro do tráfico. “Os chefes dessa organização criminosa são aqueles que, comumente, não tocam na droga. Eles se disfarçam de empresários e aplicam o capital desse entorpecente em empreendimentos.” De acordo com o delegado, a rede se subdividia em núcleos que executavam atividades coordenadas – cada um movimentando, pelo menos, R$ 1 milhão por mês. Segundo ele, havia, pelo menos, quatro núcleos principais, responsáveis pelos tráficos internacional e interestadual, pela lavagem de dinheiro e pela aquisição dos produtos químicos. Um desses produtos é a fenacetina, usada no refino da cocaína para aumentar o rendimento da droga e, com isso, gerar mais lucro. Entre os itens apreendidos na operação de hoje, os policiais federais encontraram uma tonelada dessa substância, além de 15 veículos de luxo. A rota do tráfico de drogas, segundo Lima, começava na Bolívia, com a compra da pasta base de cocaína. O material era transportado para o Mato Grosso e Mato Grosso do Sul em aeronaves de pequeno porte. Desses estados, a droga era transportada camuflada em caminhões até o Ceará e o Rio Grande do Norte. Em abril, a PF encontrou 208 quilos de cocaína escondidos no tanque de combustível de um caminhão no município cearense de Russas (a 167 quilômetros de Fortaleza). Além da Bolívia, a rota também incluía o Paraguai, onde o grupo adquiria maconha. A partir desses dois estados, a droga era encaminhada para Portugal e Itália. Um dos envios que foi interceptado pela Polícia Federal utilizava garrafas de cachaça para enviar 50 quilos de cocaína para a Europa. O chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes, Erisvaldo Graça de Sousa, conta que o pó era dissolvido no líquido e precisava passar por um processo elaborado para retornar ao estado original. Além de ser rota para recepção da cocaína, Portugal também possuía um laboratório de refino ligado à organização criminosa, na cidade litorânea de Setúbal. O local foi encontrado com a ajuda da Divisão de Entorpecentes de Lisboa. A PF estima que o grupo criminoso movimentava 300 quilos de cocaína por mês. As investigações da Polícia Federal começaram em outubro de 2013. Nesse período, os agentes identificaram outro esquema criminoso: a venda de alvarás judiciais em plantões do Tribunal de Justiça do Ceará. O delegado regional executivo Wellington Santiago da Silva detalha que seis pessoas ligadas ao esquema de tráfico de drogas foram beneficiadas com alvarás de soltura pagos pelos chefes da organização, cada um ao preço de R$ 150 mil. Três desembargadores são investigados nesse esquema. Dois deles também são alvo de processo disciplinar do Conselho Nacional de Justiça.   Fonte: Agência Brasil
22 abr por João Ricardo Correia Tags:, , , , , ,

Inspirações, cafezinhos, Lula e os almoços no “cardápio” de Robinson

[caption id="attachment_33640" align="aligncenter" width="1069"]ROBINSONELULA Robinson Faria, ainda candidato ao Governo do RN, foi a Brasília receber o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva[/caption]   A Assessoria de Comunicação do Governo do RN informa que "plano de ações do Ceará vai inspirar programa antidrogas no RN". E continua: "O governador Robinson Faria reuniu-se na tarde desta quarta-feira, 22, com o líder do executivo cearense, Camilo Santana, no Palácio da Abolição, em Fortaleza. O encontro teve como finalidade detalhar o plano antidrogas implantado no Ceará, o qual deve inspirar as políticas públicas de combate ao uso de drogas no Rio Grande do Norte. A reunião contou com a presença de secretários e autoridades ligadas à área de segurança e ao ministério público dos dois estados". Ok. Parabéns pela busca de inspiração. Acredito, de verdade, que o Ceará não produza somente excelentes escritores, grandes músicos e humoristas talentosos. Mas esse papo de buscar "inspiração" é mais um capítulo de blablablá, pura produção de notícia, nada mais. Vários governos buscaram essas "inspirações". O governo de Rosalba Ciarlini, de quem Robinson Faria era vice governador, produziu inúmeros comunicados falando de programas antidrogas. Eu mesmo redigi, na qualidade de assessor de imprensa da Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (de fevereiro de 2011 até dezembro de 2013), diversos textos relatando encontros, debates, assinatura de convênios. Mas o que acontece aqui no RN - e certamente em muitos outros estados brasileiros - é o jogar para a plateia. Os programas são da gestão. Quando começa a outra, nada, com raríssimas exceções, tem prosseguimento. Não existe programa de governo. E tome viagem pra lá, pra cá. Haja cafezinho. Tome diária. Conversa vai, conversa vem. Fotos surgem para todos os gostos nas redes sociais. E a linguiça vai sendo enchida. Já estamos quase no final de abril. É pouco tempo da gestão de Robinson Faria?! Sim, concordo, é pouco tempo. Mas é que o tempo passa rápido demais, principalmente para quem precisa de ações governamentais urgentes. A gestão que aí está chegou com moral. Derrotou a megaestrutura montada pela equipe do então deputado federal Henrique Eduardo Alves. Democraticamente, o povo do Rio Grande do Norte,   "oprimido, do operário ao doutor", como cantavam os aluizistas na década de 60, elegeu Robinson seu governador. E exige resposta. Por enquanto, o que estamos vendo é um esforço medonho da equipe de comunicação para mostrar que os dias vividos por aqui são melhores. Mas o sentimento nas ruas, nos hospitais, na Casas dos Estudantes, nos bastidores das secretarias de Estado e em gabinetes da Assembleia Legislativa, inclusive alguns aparentemente "de situação", é outro. Fala-se muito, demais! Os sorrisos estão estampados por aí. Empresários prometem investimentos no turismo, inspirações cearenses permeiam os sonhos de alguns governistas, Zico já deixou sua camisa por aqui, sim, algumas "coisas" estão acontecendo, mas ainda muito fraquinhas, acanhadas, feijão com arroz sem sal, sem tempero e, se brincar, sem água! Torço para o sucesso do governo, independentemente de quem seja o governador. Mas continuo acreditando que Robinson Faria está sendo muito mal assessorado, em várias áreas. Como jornalista há mais de 20 anos, sempre atuando por essas bandas, não precisei buscar especialização acadêmica para saber quando falam a verdade ou quando apenas estão alimentando o caos, adiando as péssimas notícias. Sem ser completamente pessimista, aplaudo Robinson, quando busca, pelo menos, inspiração para minimizar a ação das drogas em nosso RN. Mas o governador precisa ser mais cauteloso, olhar mais para os lados, observar mais os almoços das sextas-feiras comandados por alguns dos seus auxiliares (como ocorria na gestão de Rosalba). Os viciados no poder não estão preocupados com o bem estar da população. O primeiro de abril do primeiro ano do mandato passou; no calendário. E o que menos os eleitores que confiaram em Robinson querem ouvir dele, daqui a um tempo, em caso de um desastre governamental, é que "não sabia de nada", como fez o ex-presidente Lula, a quem buscou apoio (e será que também inspiração?!) em Brasília, quando era candidato, ano passado.    
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