Servidores denunciam perseguição na Secretaria Estadual de Saúde

14 jul por João Ricardo Correia

Servidores denunciam perseguição na Secretaria Estadual de Saúde

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O Sindsaúde denunciou também a falta de transparência na regulação das cirurgias no Hospital Deoclécio Marques

A reunião ordinária do Conselho Estadual de Saúde desta quarta-feira (13) foi marcada por depoimentos de vários servidores efetivos, que denunciaram publicamente perseguições e assédio moral por parte da atual gestão da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap). Os servidores acusaram a gestão de ingerência política na regulação de vagas para cirurgia e de UTIs e na escolha de comissionados, que estariam sendo nomeados mesmo sem conhecimento técnico.

A tônica da reunião foi a denúncia de perseguição a servidores que fizeram parte da administração anterior da saúde e que, mesmo após a entrega dos cargos, estão sendo retirados de seus locais de trabalho sem justificativa. A ex-coordenadora de Planejamento, Marcia Pellense, denunciou que a Sesap a está devolvendo para o seu órgão de origem, sem justificativa, como “um objeto”. Marcia leu uma carta pessoal, em tom de desabafo, afirmando que vive uma “tortura psicológica”.

A dentista Claudia Frederico, ex-coordenadora de Promoção à Saúde, também está sendo removida do seu local de trabalho por ordem das responsáveis pela Pasta. “Desde 1986 trabalhando na Sesap como servidora concursada nunca passei por uma situação tão vexatória”, relatou.

Além dos relatos das servidoras, houve uma leitura de uma carta aberta produzida por servidores da Sesap, na qual denunciaram o ambiente na secretaria e nos hospitais e cobraram a solução para o prédio da Sesap, que foi alvo de decisão judicial há quatro meses. Os representantes da gestão que estavam presentes não se pronunciaram. O Conselho Estadual de Saúde irá questionar a atual gestão da Sesap sobre as transferências injustificadas e a situação do prédio.

A reunião contou ainda com representantes do Sindsaúde e do comando de greve, que denunciaram a falta de diálogo e de soluções para as reivindicações da greve, que completa 23 dias. O Sindsaúde denunciou também a falta de transparência na regulação das cirurgias no Hospital Deoclécio Marques e apresentou o documento entregue ao Ministério Público Federal, pedindo a investigação sobre denúncias de ingerência política na regulação das cirurgias. No hospital, mapas de cirurgias apresentam ao lado do nome do paciente a indicação de quem recomendaria a cirurgia, entre eles o da ex-diretora do hospital e a própria Sesap.

Fonte: Sindsaúde RN
Foto: Gláucia Lima

ByJoão Ricardo Correia

Formado em Comunicação Social pela UFRN. Experiências profissionais em rádio, jornais, TV, informativos virtuais e assessorias de imprensa. Editor do Companhia da Notícia.

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