Joice Hasselmann promete transformar seu mandato em um reality show

19 nov por João Ricardo Correia

Joice Hasselmann promete transformar seu mandato em um reality show

Deputada federal mais votada da história da Câmara, a jornalista Joice Hasselmann (PSL-SP) obteve 1.078.666 votos em outubro e promete fazer um “mandato participativo”, no qual seus eleitores serão ativos. Estreante no Congresso Nacional e uma das mais próximas ao presidente eleito Jair Bolsonaro, Joice disse que vai protagonizar um reality show permanente e terá atuação transparente em favor do combate à corrupção e criminalidade.

“Deputado não é superautoridade. Foi eleito para representar o povo, é empregado do povo”, disse. “As pessoas vão saber de tudo em lives. Eu faço prestação de contas desde o primeiro dia após a eleição.”

Dona de frases polêmicas e opiniões controvertidas, Joice Hasselmann não se intimida com as críticas. Segundo ela, é boa de “debate” e não se incomoda de ir contra a opinião vigente. Ela ressaltou que o “Brasil é um país conservador” e que tal compreensão tem de estar presente nas defesas propostas e debates colocados para a sociedade. “Sou totalmente contra o aborto.”

Fuzil

Dona de um fuzil semiautomático AR-15, que usa apenas no exterior, a deputada eleita disse que tem uma série de prioridades que pretende defender na Câmara, como a flexibilização do porte e da posse de armas, o fim do saidão e da visita íntima para condenados por crimes hediondos.

Também defendeu a aprovação do projeto Escola sem Partido, que tramita no Congresso, mas negou que haverá perseguição a professores. “Não é para perseguir professor, mas para proteger a criança, para não induzi-la”, disse. “Temos de valorizar o professor.”

Liderança

Joice Hasselmann descartou disputar a Presidência da Câmara, mas confirmou que tem intenção de concorrer para liderar seu partido, o PSL. “Ninguém é candidata de si mesma. Tem de ser um bloco partidário”, disse. “Não tenho experiência na casa, tem de ter muito cuidado. Tenho de chegar e estudar o dever de casa, estou apta a liderar o partido.”

Porém, ressaltou que é um processo que precisa “ser construído, não pode ser imposto”. “É uma construção, se assim os deputados quiserem, se assim o presidente quiser”, acrescentou.

Por Agência Brasil / Brasília

ByJoão Ricardo Correia

Formado em Comunicação Social pela UFRN. Experiências profissionais em rádio, jornais, TV, informativos virtuais e assessorias de imprensa. Editor do Companhia da Notícia.

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